Tensão na Ebal aumenta no mês de dezembro
Resumo das principais coberturas
O mês de dezembro foi marcado por incertezas em relação ao pagamento da dívida da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) aos fornecedores. A dívida milionária deixada pelo governo pefelista levantou dúvidas, inclusive, quanto à continuidade do funcionamento das lojas da Cesta do Povo, administrada pela Ebal. Às vésperas da posse do novo governo, a crise garantiu um espaço considerável para o fato na imprensa baiana.
No dia 12 de dezembro, o jornal A Tarde publicou matéria sobre a reunião realizada no dia anterior com 104 fornecedores para renegociação da dívida de R$ 88 milhões. De acordo com a matéria, a Ebal se comprometia a pagar a primeira parcela até o dia 20, mas não garantia o pagamento das parcelas restantes pelo novo governo, já que o acordo não havia sido passado para a equipe de transição. Na ocasião, o maior receio dos fornecedores era assinar o contrato e não ter como cobrar da nova administração, caso o pagamento das parcelas não fosse realizado.
Dez dias depois, o A Tarde publicou uma entrevista com o secretário da Fazenda Carlos Martins, na qual foi relatada as dificuldades econômicas-financeiras herdadas do governo anterior, dentre elas, a dívida da Ebal que chamou de "bomba de efeito retardado".
Dia 30 de dezembro, uma nova matéria do A Tarde chama atenção para o fato da Cesta do povo, usada como exemplo de programa social bem sucedido estar prestes a fechar as portas. A matéria retrata o clima de tensão e incertezas dos fornecedores quanto ao recebimento da dívida. A herança deixada pelo governo do antigo PFL (hoje Democratas) conta ainda com uma divida trabalhista estimada em 160 milhões e o estoque abaixo do necessário para garantir a operação das lojas da Cesta do Povo.
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